Diferente de Drummond, o índio Andrade é meio poeta de um mundo caduco. Não que saia por aí distribuindo entorpecentes e cartas de suicida, mas, de vez em quando – ou bem de quando em vez – sai para beber com os amigos e escreve sobre balões azuis que viu, enquanto passava de ônibus, rodopiando no vento sobre os céus da avenida movimentada.
Seja em Vitória, a “taba” onde vive, seja em Guarapari, a “taba” onde viveu, ou em qualquer outro lugar do mundo que seja interessante, gosta, como ninguém, de um bom programa de índio – barato e divertido, de preferência. Não que tenha todo o tempo do mundo para isso, mas, do pouco tempo que tem, tenta e quer que seja em boa parte para isso!
