11.9.14

about:andrade


Diferente de Drummond, o índio Andrade é meio poeta de um mundo caduco. Não que saia por aí distribuindo entorpecentes e cartas de suicida, mas, de vez em quando – ou bem de quando em vez – sai para beber com os amigos e escreve sobre balões azuis que viu, enquanto passava de ônibus, rodopiando no vento sobre os céus da avenida movimentada.

Seja em Vitória, a “taba” onde vive, seja em Guarapari, a “taba” onde viveu, ou em qualquer outro lugar do mundo que seja interessante, gosta, como ninguém, de um bom programa de índio – barato e divertido, de preferência. Não que tenha todo o tempo do mundo para isso, mas, do pouco tempo que tem, tenta e quer que seja em boa parte para isso!

9.9.14

IaNoMoney Bike Life 001 – Vitória à Guarapari


Bom dia sábado! Porque acordaste tão frio? É eu sei, eram 5h e a cama pedia pra ficar. Talvez errado estivesse eu em estar de pé aquela hora, e não o dia, em amanhecer frio. Pra piorar, a diversão da noite passada ainda batia. Pelo paladar, pelo cheiro, pelas lentes que ainda estavam nos olhos, que mostravam que tudo foi tão divertido que nem as mínimas coisas foram feitas. Ou seja, tudo indicava que devia ficar em casa, dormir mais, curtir mais um pouco daquela vibe que fazia tempo que não sentia... PORRA NENHUMA!!! Três horas de sono não conseguiram tirar minhas positives vibrations. Eu queria mais! E fui buscar longe às 6h da manhã!

Era dia de fazer doideira! Era dia de chutar a caixinha de “normal” pra longe. Morfar, evoluir, elevar o ki ou invocar o Exódia, era dia de voltar a infância. Essa de molecão pedalando pra todo lado, como se o motivo da vida fosse apenas andar de bicicleta. Particularmente, estava me devendo essa há anos, e aquele sábado era dia de pagar a dívida com minha vida de índio moleque, que tava sumindo, enquanto morava na capital. Era dia de meter o pé no pedal de Vitória até Guarapari, de 55 km de casa à casa, de RIDE LIFE! So, c'mon let's go!